EPIDEMIOLOGIA DA HIPOVITAMINOSE D EM GESTANTES NO BRASIL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

  • Fabiana Cândida de Queiroz Santos Anjos UNIRG
  • Edison Benedito da Luz Brito Junior UnirG
  • Thiago Delmondes Feitosa UnirG
  • Marcello Levigne Araujo Unirg
  • Renata Junqueira Pereira UFT

Resumo

A hipovitaminose D é um problema de saúde pública e as gestantes se enquadram em um grupo de risco, visto que a deficiência de vitamina D (VD) está envolvida na fisiopatologia de várias intercorrências gestacionais, como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. Estudos apresentam prevalências de hipovitaminose D em gestantes entre 18% e 84%, conforme hábitos locais de vestuário e local de residência dos indivíduos. Esta revisão teve como objetivo avaliar a epidemiologia da hipovitaminose D entre gestantes, por região do Brasil. Realizaram-se buscas nas bases de dados MEDLINE -via PubMed, LILACS e SCIELO, com os descritores: “Vitamina D”, “Gravidez/Gestação” e “Brasil” (em português e inglês). Foram encontrados 267 artigos que, após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, se resumiram a 4 artigos. RESULTADOS: O estudo realizado no Rio de Janeiro com 199 pacientes (29,6 % suficientes), enquanto que em Curitiba tiveram 520 gestantes (19,2% suficiente). O estudo realizado na Bahia com 190 gestantes (44,2% suficiente) e o de São Bernardo do Campos com 144 gestantes (34,5% suficiente). A média de suficiência no Brasil foi de 26,9%. Conclui-se que existe uma grande variedade entre uma região e outra do país na hipovitaminose D, mais significativa quando mais distante do Equador.

Biografia do Autor

Fabiana Cândida de Queiroz Santos Anjos, UNIRG
Médica ginecologista e obstetra, professora de Saúde da mulher, mestranda em ciências da saúde.
Publicado
2019-12-20
Seção
Artigos