Epidemiologia da sífilis gestacional no Estado do Maranhão de 2015 a 2019

  • Antonio Werbert Silva da Costa UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA
  • Ananda Santos Freitas UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA http://orcid.org/0000-0002-6420-3945
  • Kelvya Fernanda Almeida Lago Lopes UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO - UEMA

Resumo

A sífilis é um agravo sistêmico de curso lento e crônico de difícil controle e sua transmissão ocorre a partir do contato direto com as lesões de pessoas infectadas, em sua maioria através da relação sexual desprotegida. Diante da relevância da sífilis para a saúde pública, sendo classificada como agravo negligenciado pelo seu difícil controle, este estudo tem por objetivo descrever o perfil epidemiológico de sífilis gestacional no estado do Maranhão, no período de 2015 a 2019. Trata-se de um estudo transversal, documental e quantitativo do perfil epidemiológico das notificações de Sífilis Gestacional, utilizando dados disponíveis no Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN) e com os dados registrados nos serviços de saúde do estado do Maranhão, com recorte temporal de 2015 a 2019. Foram notificados no período 209.186 casos de sífilis gestacional no Maranhão, destes a maior parte no ano de 2018 (29,92%), no primeiro trimestre de gestação (37,72%), em mulheres com idade de 20 a 29 anos (53,07%), com ensino fundamental incompleto (27,2%), de raça ou cor parda (49,05%) e tendo como a classificação clínica no diagnóstico como Sífilis latente (30,76%). Quanto ao desfecho, 1% dos casos resultaram em sífilis congênita. Os achados encontrados evidenciam que a sífilis na gestação ainda é expressiva no estado do Maranhão.

Publicado
2021-04-01
Seção
Artigos