Avaliação da prática da automedicação entre acadêmicos de Farmácia de uma universidade pública da região oeste do Rio Grande do Sul
Resumo
A grande diversidade e facilidade de acesso de algumas classes de medicamentos estimula a automedicação. Observa-se que tal prática não é comum apenas entre os leigos, mas também é bastante realizada por pessoas de diferentes níveis de escolaridade, em especial, entre os universitários. Nesse sentido, o presente trabalho teve como objetivo analisar a prática da automedicação entre acadêmicos do curso de Farmácia da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana/RS. Para tanto, foram aplicados questionários aos discentes do 1º ao 8º semestre. Os resultados demonstraram que 79,04 % dos estudantes realizam automedicação, apenas quando necessário, estimulados pelo fato de já terem utilizado alguns desses medicamentos anteriormente. O desejo de aliviar a dor (27,50 %) e sintomas da gripe ou resfriado (23,26 %) foram os motivos mais citados para automedicação com analgésicos (15,76 %), anti-inflamatórios (15,15 %), antigripais (14,03 %) e antialérgicos (12,69 %). O conhecimento próprio (21,91 %) e a bula (20,35 %), foram as principais fontes de conhecimento prévio sobre o uso de medicamentos. Por fim, 74,95% dos acadêmicos afirmaram que não houve aumento da prática da automedicação, após seu ingresso na graduação, comprovando que os conhecimentos adquiridos ao longo do curso contribuíram para o uso racional de medicamentos.
Palavras-chave: Automedicação. Curso de Farmácia. UNIPAMPA.
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