Consequências da Gestação não Planejada no Brasil
Resumo
Introdução: A gravidez não planejada (GNP) é entendida como uma gestação que ocorre quando não se teve a intenção de engravidar. Esta representa 55,4% das gestações no Brasil segundo levantamentos de estudos transversais em 2020. Representa um desafio persistente no contexto da saúde pública brasileira, com implicações significativas para a saúde física, mental e social da gestante e da criança. Objetivo: Identificar as principais consequências biopsicossociais da GNP no Brasil Método: Realizou-se revisão integrativa da literatura. Foram selecionados artigos publicados entre 2014 e 2024 nas bases PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores em português e inglês: Unplanned Pregnancy, Unintended Pregnancy, Consequences e Implications. Artigos científicos na integra que não abordaram o contexto de saúde pública brasileiro, duplicados e que tangenciaram a temática foram excluídos. Após aplicação dos critérios, 14 estudos brasileiros foram analisados. Resultado: A GNP está associada a maior incidência de sintomas depressivos, transtornos de ajustamento, estresse parental, inadequação da assistência pré-natal, introdução precoce de alimentos ultraprocessados, prejuízos na relação mãe-filho, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e maior risco de aborto. Conclusão: A GNP compromete múltiplos aspectos da saúde materno-infantil, sendo essencial o fortalecimento de políticas públicas e práticas assistenciais humanizadas para mitigar seus efeitos.
Palavra-chave: Gravidez não planejada. Saúde pública. Pré-natal. Saúde materna. Brasil.
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