Análise epidemiológica dos casos de câncer de colo do útero no tocantins entre 2019 e 2024
Resumo
O câncer do colo do útero (CCU) permanece um grave problema de saúde pública, sobretudo em regiões com baixos indicadores socioeconômicos e cobertura limitada de rastreamento. Este estudo objetivou-se analisar o perfil epidemiológico do CCU no Tocantins entre 2019 e 2024. Trata-se de um estudo descritivo, ecológico, transversal e quantitativo, baseado em dados do SIH/SUS e do SISCAN. Foram identificados 2.936 registros de lesões precursoras e neoplasias cervicais em mulheres residentes no estado. A faixa etária mais acometida foi de 35 a 39 anos (17,1%), seguida de 40 a 44 anos (16,4%). O carcinoma epidermoide invasivo foi o tipo histológico predominante (97%), concentrando-se nos municípios de Palmas (21,7%) e Araguaína (6,0%). As lesões intraepiteliais de baixo grau (NIC I) corresponderam a 44,3% dos casos. Observou-se discreta redução no número de diagnósticos ao longo dos anos, porém as taxas permanecem elevadas, evidenciando desigualdades regionais e baixa cobertura de rastreamento (26,5%), inferior à meta de 80% do Ministério da Saúde. Conclui-se que a ampliação da vacinação contra o HPV e o fortalecimento das ações de prevenção e educação em saúde são essenciais para reduzir a incidência e a mortalidade por CCU no Tocantins.
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