Sífilis Congênita: repercussões clínicas e prognóstico neonatal.

Resumo

A sífilis congênita (SC) é uma infecção grave e ainda um importante problema de saúde pública no Brasil, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum. Apesar de ser amplamente prevenível por meio de diagnóstico simples e tratamento de baixo custo, as elevadas taxas de incidência e morbimortalidade evidenciam falhas na assistência materno-infantil. Esta revisão integrativa analisou, com base em estudos publicados entre 2014 e 2024 nas bases SciELO, LILACS, PubMed e BVS, as manifestações clínicas, os desfechos neonatais e os fatores prognósticos da SC. Os resultados revelam um cenário preocupante, com incidência de 9,9 casos por 1.000 nascidos vivos em 2023 - muito acima da meta da Organização Pan-Americana da Saúde (0,5/1.000). Observou-se um amplo espectro clínico, predominando recém-nascidos assintomáticos, e a associação entre tratamento materno inadequado e altos títulos sorológicos com piores desfechos, como prematuridade e óbito neonatal. Conclui-se que a persistência da SC reflete deficiências estruturais no pré-natal e na atenção primária, sendo imprescindível o fortalecimento da rede de cuidado, com diagnóstico oportuno e tratamento adequado da gestante e de suas parcerias sexuais, para reduzir a transmissão vertical e alcançar o controle efetivo da doença no país.

Publicado
2026-03-30
Como Citar
1Fracalossi21. C., & samantha-ferreira, S. F. da C. M. (2026). Sífilis Congênita: repercussões clínicas e prognóstico neonatal. REVISTA CEREUS, 18(1), 146-161. Recuperado de https://ojs.unirg.edu.br/index.php/1/article/view/6307