Perfil Epidemiológico da Leishmaniose Visceral no Baixo Tocantins, Pará, Amazônia oriental, no período de 2018 a 2022

Resumo

A Leishmaniose Visceral (LV) é uma Doença Tropical Negligenciada causada por protozoários do gênero Leishmania e permanece relevante pela alta incidência e letalidade. Este estudo descreveu o perfil epidemiológico da LV humana no Baixo Tocantins (Pará) entre 2018 e 2022, utilizando dados populacionais, ambientais e de agravos em saúde, analisados por meio de estatísticas descritivas e testes inferenciais. No período, foram registrados 192 casos, resultando em coeficiente de incidência de 20,9/100 mil habitantes. A maior parte dos acometidos eram crianças menores de 12 anos (56,8%), do sexo masculino (59%) e autodeclaradas pardas (78%), com maior concentração de casos entre julho e outubro. Observou-se redução aproximada de 85% entre 2018 e 2022; contudo, estudos indicam que essa queda pode estar relacionada à subnotificação durante a pandemia de COVID-19. Assim, a LV permanece um importante problema de saúde pública na região, exigindo fortalecimento das ações de vigilância, medidas de controle e estratégias educativas voltadas à promoção da saúde individual e coletiva.

Palavras-chave: Leishmania. Amazônia. Parasitose.

Biografia do Autor

SIQUEIRA, Gabriela Pompeu., Universidade do Estado do Pará - UEPA

Mestranda do Programa de Pós-graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia, Universidade do estado do Pará - UEPA.

VIEIRA, Christian de Mello., Docente da Universidade do Estado do Pará. Mestre em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais,

Mestre em Ecologia e Conservação de Recursos Naturais. Docente da Universidade do Estado do Pará - UEPA. 

MARTINS JUNIOR, Alcindo da Silva., Universidade do Estado do Pará - UEPA

Doutor em Botânica. Docente da Universidade do Estado do Pará - UEPA.

Publicado
2026-03-30
Como Citar
Pompeu Siqueira, G., de Mello Vieira, C., & da Silva Martins Junior, A. (2026). Perfil Epidemiológico da Leishmaniose Visceral no Baixo Tocantins, Pará, Amazônia oriental, no período de 2018 a 2022. REVISTA CEREUS, 18(1), 252-267. Recuperado de https://ojs.unirg.edu.br/index.php/1/article/view/6377