Perfil Epidemiológico do Beneficiário de Auxílio Doença Acidentário na Paraíba, Brasil
Resumo
Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos trabalhadores beneficiários de auxílio-doença acidentário da Paraíba. Métodos: Foram coletadas informações dos laudos dos benefícios classificados com o código B-91 no período de 2008 a 2013 (n=17480) referentes ao sexo, faixa etária, faixa salarial, ramo de atividade, origem do benefício, CID-10 e tempo de benefício. Para verificar a associação entre as variáveis de estudo e a concessão de benefícios utilizou-se o teste Qui-quadrado de Pearson, o x2 de tendência linear, V de Cramer e o teste t independente para variáveis com dois níveis e a análise de variância (ANOVA). Utilizou-se um erro de 5%, intervalo de confiança de 95%. Resultados: Verificou-se predomínio de concessão de benefício a homens (75,9%), de 25-34 anos (35,4%), com renda menor que um salário mínimo (73,3%) e empregados no comércio (87%). 50% dos benefícios concedidos estavam relacionados a acidentes por causas externas, seguidos por DORT (29,7%); 2/3 das concessões são provenientes de João Pessoa. Benefícios foram concedidos por maior tempo a mulheres e pessoas entre 50-59 anos. Houve associação significante entre todas as variáveis, identificando-se tendência fraca de elevação temporal da concessão de benefícios quanto à faixa salarial, origem do benefício e CID-10. Quanto às diferenças entre os grupos, houve significância quanto às faixas etárias e CID-10. Conclusão: Acidentes por causas externas e DORT foram as causas mais prevalentes quanto à concessão dos benefícios, sendo os homens de 25 a 34 anos, empregados no comércio, com remuneração salarial de menos de 1 salário os beneficiários mais prevalentes.
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