Descentralização do cuidado à pessoa vivendo com HIV no Brasil

Bruno Raphael da Silva Feitosa, Camila Rodrigues Barbosa Nemer, Rubens Alex de Oliveira Menezes, Marlucilena Pinheiro da Silva.

  • Discente Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS)
  • Docente Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS)
  • Rubens Alex de Oliveira Menezes Universidade Federal do Amapá
  • Docente Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS)

Resumo

A descentralização do cuidado às pessoas vivendo com HIV no Brasil representa um avanço significativo na política de saúde pública, transferindo gradualmente o manejo do HIV para a Atenção Primária à Saúde (APS) desde os anos 2000. Esta estratégia visa melhorar os indicadores de controle da infecção, fortalecendo a rede de cuidado com gestão eficiente, qualificação profissional e maior oferta de ações de saúde. Contudo, a implementação enfrenta desafios, como o crescimento de casos em municípios de médio porte, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde a oferta de serviços relacionados ao HIV é limitada. Em 2020, foram diagnosticados aproximadamente 29 mil novos casos de AIDS e registrados 10.417 óbitos, com maior impacto em grupos vulneráveis, como gays, bissexuais, homossexuais e mulheres transgênero. A descentralização esbarra em fragilidades, como a insegurança dos profissionais na comunicação diagnóstica e o preconceito social, que dificultam as ações de saúde. Além disso, a falta de ações de profilaxia e tratamento no pré-natal contribui para a manutenção de altos índices de transmissão vertical, colocando o Brasil atrás de outros países de renda média. Este artigo busca revisar a literatura científica sobre a descentralização do cuidado à pessoa vivendo com HIV/AIDS no Brasil.

Publicado
2024-12-04