Panorama das malformações congênitas das grandes artérias em nascidos vivos no último decênio (2014-2023) no Brasil
Matheus Gabriel Monteles da Silva, Gabriel da Silva Martins, Gabriel do Vale Matos, João Pedro Guedes Castor, Laura Isabel Vieira da Silva Rocha, Marcelo Linhares da Silva Júnior, Rossana Vanessa Dantas de Almeida Marques.
Resumo
Este estudo utilizou uma análise de série temporal para examinar a prevalência e distribuição das Malformações Congênitas das Grandes Artérias (MCGA) no Brasil no período de 2014 a 2023. Foram analisados dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Conselho Federal de Medicina (CFM). Identificaram-se 4.543 nascidos vivos com MCGA, com a maior prevalência na região Sudeste (3,29 por 10 mil nascidos vivos) e a menor no Nordeste (0,31 por 10 mil nascidos vivos). Durante o período, registraram-se 3.420 óbitos por MCGA, com o Sudeste apresentando o maior número de óbitos (1.431) e o Norte o menor (301). A distribuição desigual de especialistas, com 0,91 cardiologistas e 0,076 cirurgiões cardiovasculares por 10.000 habitantes, impactou negativamente o diagnóstico e tratamento, especialmente em regiões menos desenvolvidas. Esses achados reforçam a necessidade urgente de políticas públicas que promovam uma distribuição mais equitativa dos recursos de saúde, melhorando o acesso e a qualidade dos cuidados neonatais em todo o Brasil.
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