Dimensões de Empatia e Medidas de Solidão na Velhice

Thais da Silva-Ferreira, Jeniffer Ferreira-Costa, Dante Ogassavara , Patricia Costa Lima Tierno, Amanda Azevedo de Carvalho, Nathália Batista Ferreira Escobar6, José Maria Montiel

Resumo

O presente estudo teve como objetivo investigar a relação entre empatia e percepção de solidão em pessoas idosas. A amostra foi composta por 16 participantes, de ambos os sexos, com idades entre 60 e 75 anos. Para a coleta de dados, foram utilizados um Questionário Sociodemográfico, a Escala Brasileira de Solidão (UCLA-BR) e a Escala Multidimensional de Reatividade Interpessoal. A análise estatística não identificou correlação significativa entre os níveis globais de solidão e empatia (τ = -0,051, p > 0,05). Observou-se uma correlação positiva moderada entre a dimensão de angústia pessoal e a empatia global (τ = 0,547, p < 0,01). A dimensão de consideração empática destacou-se como a mais elevada entre as dimensões de empatia analisadas na amostra. Em relação à solidão, 75% dos participantes relataram níveis mínimos. Esses achados sugerem que, na presente amostra, a solidão não está diretamente associada à empatia global, indicando a possibilidade de que variáveis emocionais adicionais possam influenciar essa relação. Ademais, os baixos níveis de solidão identificados ressaltam a necessidade de uma análise mais aprofundada deste fenômeno no contexto do envelhecimento.

Biografia do Autor

Thais da Silva-Ferreira, Universidade São Judas Tadeu

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu.

Jeniffer Ferreira-Costa, Universidade São Judas Tadeu

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

Dante Ogassavara, Universidade São Judas Tadeu

Psicólogo. Mestre e Doutorando do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu. Docente do curso de Psicologia na Faculdade Nove de Julho, São Paulo, SP, Brasil.

Patricia Costa Lima Tierno, Universidade São Judas Tadeu

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

Amanda Azevedo de Carvalho, Universidade São Judas Tadeu

Bióloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

Nathália Batista Ferreira Escobar , Universidade São Judas Tadeu

Psicóloga. Mestranda do Programa de Pós-Graduação Stricto-Sensu em Ciências do Envelhecimento pela Universidade São Judas Tadeu, São Paulo, SP, Brasil.

José Maria Montiel, Universidade São Judas Tadeu/Instituto Ânima

Psicólogo. Mestre e Doutor em Psicologia. Docente do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas Tadeu/Instituto Ânima, São Paulo, SP, Brasil.

Publicado
2024-12-04