Laserterapia no tratamento da síndrome geniturinária: uma revisão integrativa
Diego Bernard Wanderlindem Brasileiro Felipe Barbosa Bernardo Thiago Bezerra dos Anjos, Carla Maria Macedo Gomes, Valda Lúcia Moreira Luna, Pauliana Valéria Machado Galvão, George Alessandro Maranhão Conrado
Resumo
As terapias não hormonais, tais como a laserterapia, têm se tornado uma opção viável para o tratamento da síndrome geniturinária diante de seus bons desfechos clínicos e da quantidade de contraindicações existentes ao tratamento medicamentoso. Objetivo: O presente estudo sintetizou as evidências científicas sobre o uso da laserterapia como tratamento para a síndrome geniturinária. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Foram utilizados os descritores “laser therapy” e “genitourinary syndrome” no idioma inglês. Foram selecionados 10 artigos, com recorte temporal de 2018 a 2024. Resultados: A aplicação intravaginal do laser de dióxido de carbono e de Erbium conseguiu melhorar os sintomas na maioria das vezes. Nas pacientes em geral, não houve diferença com a terapia de estrogênio vaginal isolada. Em mulheres com menopausa induzida pelo tratamento de câncer de mama, a laserterapia foi benéfica. No entanto, em comparação com a aplicação simulada, esse tratamento não se mostrou eficaz para sobreviventes de câncer ginecológico. Conclusão: A laserterapia é equiparável aos tratamentos mais utilizados para tratar a síndrome geniturinária, apesar de algumas vezes não ter benefício em relação ao placebo. Diante de novos estudos, essa intervenção tem se tornado uma possibilidade de escolha médico-paciente na assistência aos sintomas de atrofia urogenital.
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