Uso de medicamentos no tratamento dos transtornos emocionais em uma universidade pública no período pós pandemia de Covid-19

Ana Paula Calda Ponciano, Lucas Souza dos Santos, Maxwell Feliciano Simões, Ana Carolina Monteiro Braga, Meiriane Peixoto, Michael Ruberson Ribeiro da Silva, Flávia Vitorino Freitas, Fabiana Dayse Magalhães Siman Meira

  • Ponciano, APC
  • Santos, LS
  • Simões, MF
  • Braga, ACM
  • Peixoto, M
  • da Silva, MRR
  • Freitas, FV
  • Siman, FDM UFES

Resumo

Introdução: A prevalência de transtornos mentais, como depressão e ansiedade, tem aumentado mundialmente, intensificada pela pandemia de Covid-19. Este estudo investigou a farmacoterapia e sua relação com fatores sociodemográficos, hábitos de vida, trajetória acadêmica e sintomas de ansiedade e depressão entre estudantes e servidores de uma universidade pública capixaba, após o fim do isolamento social. Métodos: Estudo transversal, realizado em 2022, com dados coletados via questionário online, incluindo variáveis sociodemográficas, perfil acadêmico, hábitos de vida e uso de medicamentos. Resultados: Entre os 354 participantes, com idade mediana de 24 anos, 22,9% faziam uso de medicamentos, e 42% relataram ter entre um e três efeitos adversos. Ansiolíticos (ansiolíticos, sedativos ou hipnóticos) e antidepressivos foram as classes de medicamentos mais utilizadas. Fatores como qualidade do sono, consumo de álcool e sintomas de depressão e ansiedade foram associados ao uso de medicamentos. Conclusão: O uso expressivo de medicamentos para transtornos mentais entre a população acadêmica aponta para a necessidade de políticas institucionais que promovam a saúde mental, visando reduzir os sintomas de ansiedade e depressão e o uso de medicamentos.

Publicado
2025-03-13