Profissionais de saúde e notificação compulsória de violência contra a mulher: uma questão de saúde pública

Ana Paula Bezerra Barbosa , Gabriela Fernandes Ribeiro, Carla Caroline Figueira de Oliveira, Júlia Beatrice Leite Rodrigues, Hellen Cássia Alves Soares, Guilherme Fernandes Ribeiro, Lucas Cunha Reis, Lucas Torres Tavares, Maria Eduarda Santos Albuquerque, Yuri Freitas Ávila

  • Ana Paula Bezerra Barbosa Universidade UnirG
  • Gabriela Fernandes Ribeiro Universidade de Gurupi
  • Carla Caroline Figueira De Oliveira Universidade de Gurupi
  • Julia Beatrice Leite Rodrigues Universidade de Gurupi
  • Hellen Cássia Alves Soares Universidade de Gurupi
  • Guilherme Fernandes Ribeiro Universidade Federal do Tocantins
  • Lucas Cunha Reis Universidade Federal do Tocantins
  • Lucas Torres Tavares Universidade de Gurupi
  • Maria Eduarda Silva Albuquerque Universidade de Gurupi
  • Yuri Freitas Ávila Universidade de Gurupi

Resumo

Objetivou-se analisar a eficiência das notificações feitas pelos profissionais de saúde e seu manejo, frente à prevalência das denúncias de violência doméstica contra mulher e feminicídios no Brasil. É um estudo transversal, descritivo e analítico das violências contra mulheres, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos pelo do Balanço do Disque 180 e estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. A análise revelou a diferença quanto as notificações do SINAN para as denúncias do Disque 180 a nível nacional e Região Norte, infere-se ineficiência do processo de notificação pelos profissionais de saúde. No Estado do Tocantins, há linearidade entre as denúncias e as notificações, o que demonstra a eficácia das notificações nesse estado. É preciso que as notificações sejam ampliadas, frente ao combate desse tipo de violação e, sobretudo, haja políticas públicas eficazes para mudar esse triste panorama da sociedade. É necessário que tais profissionais se atentem para a suspeita de violência contra a mulher, que as condições atuais sejam fortalecidas com capacitações, de modo a incentivar as denúncias e aperfeiçoar a notificação, visando à proteção das vítimas e impedimento da perpetuação da violência.

Publicado
2025-03-13