Perfil de utilização e associações medicamentosas de psicotrópicos em um Centro de Atenção PsicossocialL
Resumen
O crescimento do consumo de medicamentos psicotrópicos no Brasil indica a maior necessidade de apoio em saúde mental, principalmente em função da alta incidência de transtornos como ansiedade, depressão e distúrbios psicóticos. Nesse cenário, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) exercem um papel crucial ao proporcionar cuidado constante, acompanhamento de uma equipe multiprofissional e manejo farmacológico apropriado. O objetivo deste estudo foi caracterizar o perfil de uso de medicamentos psicotrópicos em um CAPS no interior do Ceará, com foco nas classes farmacológicas mais prescritas e nas combinações medicamentosas empregadas no tratamento dos usuários. Este é um estudo descritivo conduzido por meio da análise de prontuários, realizado de janeiro de 2021 a agosto de 2022. As informações foram estruturadas em planilhas de frequência relativa e absoluta. A amostra incluiu 118 pessoas, das quais 65,3% eram do sexo feminino e 29,7% estavam na faixa etária de 28 a 37 anos. Os grupos de medicamentos mais frequentemente prescritos foram antipsicóticos (34,2%) e antidepressivos (33,8%), com risperidona, quetiapina e fluoxetina se destacando. Notou-se uma ampla diversidade de combinações de medicamentos, desde combinações simples até esquemas complexos com cinco ou mais fármacos, particularmente em casos de psicose, transtornos de humor e diagnósticos mistos. Os resultados destacam o papel crucial do CAPS na organização do cuidado em saúde mental e na gestão adequada de psicotrópicos, enfatizando a importância de um acompanhamento constante e de estratégias terapêuticas personalizadas.
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