Caracterização da População de Fungos Anemófilos em Ambientes Hospitalares no Brasil: Uma Revisão Integrativa

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Resumo

Os fungos estão amplamente distribuídos no ambiente e desempenham papel essencial no equilíbrio ecológico, mas também se associam a infecções oportunistas e complicações em ambientes hospitalares, configurando Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS), sobretudo em pacientes imunocomprometidos. Objetivou‑se traçar o perfil da microbiota fúngica aerotransportada em hospitais brasileiros nos últimos 15 anos por meio de uma revisão integrativa da literatura. Foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão e realizada a busca em bases científicas utilizando os descritores DeCS/MeSH “infecção hospitalar”, “fungos”, “ar”, “aerossóis”, “hospitais” e “Brasil”, nos idiomas português e inglês, conectados pelo operador booleano AND. Após triagem e seleção, 13 estudos foram incluídos na análise. Os achados indicaram predominância de Aspergillus spp., além de frequente ocorrência de Penicillium spp.; Cladosporium spp. Todas essas espécies podem representar risco à saúde humana, seja por sua capacidade infectante ou pela produção de micotoxinas. Conclui‑se que a microbiota fúngica anemófila em hospitais brasileiros é diversa, com destaque para Aspergillus spp., e que seu monitoramento é relevante para a formulação de estratégias de controle que reduzam o risco de IRAS e protejam pacientes e profissionais de saúde.

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Publicado

2026-08-30

Como Citar

Werolly Agnes Macedo Pires, Ítalo Felipe, Ítalo F. da S. D., Fernanda Ludimila de Macedo Guedes, Júlia Beatriz Pereira de Souza, Ana Laura de Cabral Sobreira, & Egberto Santos Carmo. (2026). Caracterização da População de Fungos Anemófilos em Ambientes Hospitalares no Brasil: Uma Revisão Integrativa. REVISTA CEREUS, 18(2), 421–436. Recuperado de https://ojs.unirg.edu.br/index.php/1/article/view/6388

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