Perfil de fatores de risco associados à pré-eclâmpsia: estudo observacional transversal.
Resumo
A pré-eclâmpsia permanece como importante causa de morbimortalidade materna e perinatal. O presente estudo teve como objetivo identificar e quantificar fatores de risco associados à pré-eclâmpsia, bem como avaliar estratégias profiláticas e desfechos maternos e neonatais em gestantes acompanhadas no município de Paraíso do Tocantins. Trata-se de um estudo observacional transversal, realizado por meio da análise retrospectiva de prontuários de 32 gestantes diagnosticadas com pré-eclâmpsia entre 2022 e 2024. Foram avaliadas características sociodemográficas, clínicas e obstétricas, uso de profilaxia com ácido acetilsalicílico e cálcio, além de desfechos maternos e perinatais. A idade média das participantes foi de 31,5 ± 6,5 anos, com predomínio de sobrepeso e obesidade (IMC médio de 33,3 ± 8,0 kg/m²). Observou-se elevada frequência de fatores de risco, como histórico pessoal de pré-eclâmpsia, hipertensão arterial prévia e diabetes mellitus. Complicações graves, incluindo eclâmpsia, síndrome HELLP, internação em unidade de terapia intensiva e óbito fetal, foram registradas. O uso inadequado ou ausência de ácido acetilsalicílico associou-se a piores desfechos materno-fetais (p=0.015). Os achados reforçam a importância da identificação precoce dos fatores de risco e da adequada implementação das medidas profiláticas no pré-natal.
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