Impactos do uso excessivo de telas em crianças e adolescentes: consequências psicossociais e psicomotoras a longo prazo
Sara Maria do Nascimento Brito, Lara Beatriz de Sá Alencar, Cleber Queiroz Leite
Resumo
Este estudo revisa os impactos do uso excessivo de telas em crianças e adolescentes, com ênfase nas consequências psicossociais e psicomotoras a longo prazo. Realizou-se uma revisão integrativa nas bases de dados PubMed e LILACS, considerando artigos publicados entre 2021 e outubro de 2024. Os termos-chave incluíram “tempo de tela”, “desenvolvimento infantil” e “crianças e adolescentes”. Entre os principais achados, observou-se que a exposição prolongada a telas pode afetar negativamente o desenvolvimento social, emocional e motor de crianças e adolescentes, aumentando o risco de problemas como ansiedade, depressão, distúrbios do sono, obesidade e déficits de linguagem e habilidades motoras. Na primeira infância, essa exposição mostrou-se associada a atrasos na fala, redução na interação social e alterações no desenvolvimento neuropsicomotor. Em adolescentes, o uso excessivo foi relacionado ao sedentarismo, ao desempenho acadêmico prejudicado e a problemas de saúde mental. Contudo, o uso moderado e controlado de mídias, especialmente com conteúdos educativos, pode trazer benefícios ao desenvolvimento cognitivo e social.
Palavras-chave: Tempo de tela. Desenvolvimento Infantil. Criança. Adolescente.
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