Análise da dinâmica espaço-temporal dos casos de Dengue no Brasil de 2014 a 2024
Resumo
Objetivo: Analisar a dinâmica espaço-temporal dos casos prováveis de Dengue no Brasil entre 2014 e 2024, identificando padrões temporais, distribuição geográfica e associações com determinantes sociodemográficos e ambientais. Métodos: Estudo quantitativo, analítico, observacional e transversal que incluiu todos os casos notificados ao SINAN (DATASUS/TABNET) de 2014–2024. Dados foram tabulados no TABWIN, organizados em planilhas Excel e analisados com teste de correlação de Pearson no BioEstat 5.3 para verificar relações entre taxa de incidência e fatores (índice de progresso social e sexo). Não houve critérios de exclusão; por utilizar bases públicas, não foi exigida aprovação ética. Resultados: Entre 2014–2024 foram registrados 16.679.386 casos prováveis, com picos em 2015 (1.697.801) e recrudescência em 2019 e 2023; 2024 apresentou o maior número de notificações e óbitos até o momento. Acre acumulou mais casos (94.675) e Roraima menos (5.988); em 2015 São Paulo registrou 749.772 casos. Predominaram casos em mulheres e nas faixas etárias 20–39 e 40–59 anos. Foram confirmados 5.794 óbitos pelo agravo, correspondendo a taxa de letalidade de 0,0347%. Pluviosidade e aumento de temperatura foram apontados como fatores favorecedores. Conclusões: A dengue no Brasil entre 2014–2024 apresenta padrão cíclico e heterogêneo territorialmente, influenciado por determinantes ambientais e sociais. A incorporação da vacina ao SUS (2024) e ações integradas de Atenção Primária e controle vetorial são fundamentais para reduzir carga e letalidade.
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