Conflito trabalho–família e desigualdades de gênero

evidências e implicações contemporâneas

Resumo

Esta revisão integrativa teve como objetivo analisar a produção científica recente sobre o conflito trabalho–família sob a perspectiva das desigualdades de gênero, identificando fatores associados, impactos psicossociais e organizacionais e lacunas na literatura. A busca foi realizada nas bases SciELO, Web of Science e Google Acadêmico, considerando artigos publicados entre 2010 e 2026. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, 16 estudos compuseram a amostra final. Os resultados evidenciam que o conflito trabalho–família constitui um fenômeno multidimensional, influenciado por exigências laborais, responsabilidades familiares, normas culturais e condições organizacionais. As desigualdades de gênero permanecem centrais, com maior sobrecarga feminina decorrente da persistência da divisão sexual do trabalho e das demandas de cuidado, especialmente durante a parentalidade. Políticas de flexibilidade e apoio institucional podem reduzir o conflito, porém sua efetividade depende de mudanças culturais e da corresponsabilidade no cuidado. Conclui-se que o conflito trabalho–família é socialmente estruturado e requer intervenções organizacionais e socioculturais orientadas à equidade de gênero.

 

Biografia do Autor

BRITO, Rebeca Lopes da Silva., Universidade de Brasília - UnB

Doutoranda em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar pela Universidade de Brasília (UnB) - Instituto de Psicologia (IP), Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Escolar pela Universidade de Brasília (UnB). 

Publicado
2026-03-30
Como Citar
Lopes da Silva Brito, R. (2026). Conflito trabalho–família e desigualdades de gênero. REVISTA CEREUS, 18(1), 416-431. Recuperado de https://ojs.unirg.edu.br/index.php/1/article/view/6528